quarta-feira, 8 de março de 2017

Falando sobre Disciplina Positiva


    Tem uma blogueira de maternidade que eu amo que diz sempre: "Maternar, não é uma pracinha!" kkk' É gente o bagulho é louco. Tiro, porrada e bomba! Quando falamos de educação então a coisa piora e muitas vezes ficamos frustradas por não conseguir educar os nossos filhos da forma que nós queremos. Aqui em casa, tentamos praticar a educação positiva e confesso que minha mãe tem mais sucesso que eu no método! Mas por que é tão difícil educar de forma positiva?
    Minha maior dificuldade com a Disciplina Positiva, foi querer a perfeição, achar que Alice sempre estaria feliz, que ela aprenderia tudo de primeira. Queria ser igual aquelas mães blogueiras sabe, tudo num mar de rosas. Até eu colocar na minha cabeça que as pessoas são diferentes, que eu sou diferente e precisava encontrar a melhor forma de fazer a Disciplina Positiva funcionar aqui em casa.
   As crianças são seres humanos em formação, com sentimentos, dores, tristezas e angustias, igualzinho a nós, adultos. Tem dias que eles acordam mal humorados, cansados, ou estão com alguma dorzinha, fome, etc. Levando em conta que são seres humanos em formação, estão aprendendo como agir, principalmente quando são tirados de seu ambiente de conforto e segurança. Quando colocados em choque com seus sentimentos eles não sabem como lidar e explodem com gritos e as famosas birras. Nós adultos, porém esquecemos que são seres humanos com sentimentos, e acreditamos por muitas vezes que eles precisam agir segundo a nossa vontade, pois acreditamos que esse é o melhor pra eles. Eu sei que quando a coisa tá lá, fora do controle, a criança tá lá fazendo a birra é mais fácil gritar e chamar a atenção repreendendo o comportamento dela, ao invés de tentar entender o que aconteceu para que aquilo estivesse acontecendo. 
  Muitas vezes esse nosso comportamento se reflete à forma como fomos criadas, e isso está enraizado em nós. As pessoas a nossa volta dizem que precisamos impor limites para nossos filhos, que um tapinha não faz mal. Que criança precisa apanhar para receber limites e saber quem manda em casa. Quando falamos de Disciplina Positiva, muitas pessoas entendem que é uma criação permissiva, onde não se imponha limites às crianças. Não é isso meu povo e minha pova. Criança precisa sim de limites, precisa sentir que tem alguém a guiando, ou ela ficará angustiada e perdida sem noção de onde ir. 
   Acredito que eu possa definir a Disciplina Positiva como uma forma de educar com empatia e amor. É entender e atender a necessidade daquele ser, que precisa inteiramente de nós. Por exemplo, em uma birra, antes de gritar, ou forçar a criança com aquele comportamento, tente entender o que à levou aquela atitude. Toda birra é uma reação à algo. Aprendendo a entender os motivos que levaram a criança a tomar aquela atitude drástica, vamos aprender também a prender a nos prevenir essas atitudes. 
   Eu sei que não é fácil principalmente quando estamos cansados, eu noto que as birras da Alice vem sempre acompanhadas de cansaço e sono. Quando ela está cansada e demoro pra ajudar ela a dormir as coisas normalmente saem do controle. Então eu percebi que aos primeiros sinais de cansaço, fazer ela dormir é o melhor pra ela. Está vendo dormir é uma necessidade, e muitas vezes eles não sabem pedir, ou dizer que estão com sono. Então prevenir é sempre o melhor remédio!
Como eu disse, a Disciplina Positiva tem como base o amor e a empatia. isso significa que precisamos nos colocar no lugar do outro. Amar também significa colocar limites e regras, mas tudo isso pode ser feito com muito respeito. Lembre-se que fazer com que a criança sinta respeito por você, vale mais a pena do que fazer com que sinta medo. 
    Ainda falaremos um pouco mais sobre criação positiva no blog...
    Beijos e até a próxima 
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